Home » Blog » Jornais internacionais acompanham julgamento do mensalão. Veja

Jornais internacionais acompanham julgamento do mensalão. Veja

O portal Exame selecionou trechos de  jornais internacionais que estão qacompanhando a cobertura do julgamento do mensalão.

Veja:

É o “Mensalão scandal”, como escreveu o britânico The Guardian, um dos únicos a ignorar a língua inglesa e adotar a palavra em sua totalidade, mostrando o potencial do termo cunhado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, hoje um dos réus, ainda em 2005.

Os destaques da imprensa internacional mostram interesses diferentes. Enquanto o Brasil se pergunta se o ministro do STF Dias Toffoli deveria participar do julgamento, o argentino Clarín argumenta que o problema é o ministro Gilmar Mendes, que teria se beneficiado do episódio conhecido como mensalão mineiro.

Lula – o “The Man” de Barack Obama – ganha destaque negativo: para a Bloomberg, o julgamento pode “esfriar” o legado do ex-presidente.

El País – Espanha

“O julgamento vai revelar se o Brasil seguirá mergulhado em um mar de corrupção que banha todas as instâncias. Muitos juízes alertam que “os brasileiros não agüentam mais.” O célebre romancista João Ubaldo Ribeiro, ironicamente, chegou a dizer que os políticos conseguiram que o sonho de toda família brasileira seja contar entre os seus membros com um político corrupto que vá resolver todos os seus problemas.”

Clarín – Argentina

“Embora seja uma sentença muito aguardada por alguns setores do governo e da oposição, não parece simples. Um dos 11 juízes do Tribunal tem denúncias contra ele. Trata-se de Gilmar Mendes, de quem se diz ter sido beneficiado por um esquema semelhante de corrupção montado em 1998 em Minas Gerais pelo ex-governador daquele estado, o social-democrata Eduardo Azeredo. Coincidentemente, os circuitos de dinheiro que impulsionaram esse governador também foram comandados pelo publicitário Marcos Valério.”

Bloomberg – EUA

“Isso vai provocar uma revisão histórica do governo Lula e pode acabar com sua imagem como um semi-Deus”, João Augusto de Castro Neves, analista do Eurasia Group, disse por telefone, de Washington. “Seu papel na política brasileira está desaparecendo e o julgamento pode acelerar esse processo.”  Uma sentença dura no caso poderia convencer muitos brasileiros, especialmente da crescente classe média do país, que a impunidade e a corrupção não são inevitáveis, disse Ben Ross Schneider, o diretor do programa do Brasil em Cambridge Massachusetts Institute of Technology. “Seria um divisor de águas”, disse Schneider em uma entrevista. “Tem havido muitos escândalos no Brasil, mas poucos julgamentos”.

CBS – EUA

“Apesar dos detalhes do que alguns chamam de o maior caso de corrupção política na história do Brasil, o julgamento do Supremo Tribunal também está sendo saudado como um sinal de saúde política em um país onde o serviço público tem sido marcado por corrupção e impunidade. Percebido dentro deste cenário, alguns analistas dizem que o caso é um farol de esperança para um Brasil melhor.”

The Guardian – Reino Unido

“O escândalo do mensalão não é o único grande caso de corrupção a aparecer nas manchetes nas últimas semanas, com outras questões levantando a probidade das próprias organizações que deveriam estar investigando crimes. O investigador da polícia de Wilton Tapajós Macedo foi morto no mês passado, enquanto regava as flores no túmulo de seus pais. De perto, dois tiros foram o suficiente. Um passou pelo templo, o outro através da garganta.”

CNN – EUA

“A mídia brasileira está chamando de “o julgamento do século”. O julgamento deve durar um mês e pode manchar o legado do Partido dos Trabalhadores e de Lula antes das eleições municipais. Mas a atual presidente Dilma Rousseff, também do Partido dos Trabalhadores, nunca foi conectada ao escândalo. Na verdade, Dilma Rousseff goza de uma forte taxa de aprovação de 77%. A visão de muitos brasileiros é que ela tomou uma posição firme contra a corrupção, despedindo seis ministros suspeitos de desvios.”

 

Fonte: Exame

Sobre

Instituto Millenium
Democracia - Liberdade - Estado de Direito - Economia de Mercado

Comentários estão inativos.

Voltar ao Topo